Pensadores da educação e seus estudos -dicas parte 1

Relação do que é estudado com os autores de cada metodologia ou obras escritas em educação:

Emília Ferreiro – A desestabilização das escritas silábicas: alternâncias e desordem com pertinências – está relacionada às hipóteses de escritas que uma criança realiza – pré silábico, silábico  sem com valor  sonoro, silábico com valor sonoro, silábico alfabético e alfabético.

 

Délia Lerner – Como o trabalho compartilhado entre os docentes favorece o aprendizado dos alunos  – está ligada aos projetos didáticos e sequências didáticas que levam o aluno a ler e a escrever.

 

Patrícia Sadovsky –  A relação entre os sentidos e as operações matemáticas – no caso as situações problemas nos campos aditivos e multiplicativos, como o aluno resolve a situação problema num primeiro momento não convencional e suas trajetória até as operações convencionais.

 

Charles Hadji – A avaliação e o fracasso escolar – avaliação continuada, avaliação formativa, a avaliação deve levar ao sucesso escolar de uma criança.

 

Isabel Solé – Estratégias de leitura – várias formas de levar a criança a ler – ler por prazer, ler para aprender, ler para estudar, sequências didáticas  em leitura.

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Solé, Isabel. Estratégias de leitura parte 2

Síntese : Estratégias de leitura Solé, Isabel. Porto Alegre ARTMED , 1998 parte 2

O ensino de estratégias de compreensão leitora

Estratégias de leitura  compreensão de um texto-procedimentos – conteúdos de ensino

As estratégias são as responsáveis pela construção de uma interpretação para o texto. Ensinar estratégias de compreensão para se formar leitores autônomos, capazes de enfrentar de forma inteligente textos de índole muito diversas, na maioria diferentes dos utilizados durante a instrução, formar leitores autônomos significa formar leitores capazes de ler a partir de um texto.

Estratégias: 1. Compreender, o que, para que serve a leitura?

2. Ativar e apontar à  leitura, conhecimentos prévios, relevante para o conteúdo em questão.

3. Dirigir a atenção ao fundamental.

4. Avaliar a consistência interna do conteúdo expressado pelo texto, sua compatibilidade com o conhecimento prévio.

5.Comprovar continuamente se a compreensão ocorre mediante a revisão e a recapitulação periódica e a auto-interrogação.

6. Elaborar e provar inferências de diversos tipos como, interpretação, hipóteses e previsões além da conclusão.

O ensino direto da leitura 1- introdução; explica o objetivo daquilo que será trabalhado; 2. Exemplo: exemplificar a estratégia a ser trabalhada mediante o texto; 3. Ensino Direto:o professor mostra, explica, e escreve a habilidade em questão, dirigindo a atividade; 4. Aplicação dirigida pelo professor, o aluno dever por em prática a habilidade aprendida.

Para compreender… antes da leitura

A compreensão leitora é um conteúdo que precisa ser trabalhado na escola.

I. Idéias gerais: Concepção que o professor tem sobre a leitura e definirá sua forma de trabalhá-la: ler é muito mais do que possuir um rico cabedal de estratégias e técnicas, é um instrumento de aprendizagem, informação e deleite, a leitura deve ser considerada uma atividade competitiva, que não sente prazer na leitura não conseguirá transmitílos aos outros, a leitura para a criança deve ter como finalidade que elas possam compreender e partilhar, e quanto à capacidade da leitura a criança deverá enfrentá-la.

2. Motivação para a leitura:  As crianças precisam ser motivadas para ler, deve ser interessante para ela.

3. Objetivo da leitura:  Ler para: obter uma informação precisa, seguir instruções, obter informações de caráter geral, aprender, revisar um escrito próprio, prazer, comunicar um texto a um auditório, praticar a leitura em voz alta, verificar o que se aprendeu.

4. Revisão e atualização do conhecimento prévio – utilizar o conhecimento prévio sobre um assunto,dar alguma explicação geral sobre o que será lido, ajudar o aluno a prestar atenção a determinados aspectos do texto.

5. Estabelecimento de previsão sobre o texto -utilizar diversos indicadore: título, ilustração, personagens autor, etc.

6. Formulação de perguntas sobre ele – centrar a atenção sobre a narrativa que está sendo feita. ( continua )

Solé, Isabel – Estratégias de leitura parte 1

Síntese: Estratégias de leitura – Solé, Isabel . Porto Alegre, ARTMED,1998 parte 1

O desafio da leitura

A leitura é um processo entre o leitor e o texto. Essa leitura sempre tem um propósito. Nessa interação entre o leitor e o texto, o leitor utiliza do conhecimento do mundo e seu conhecimento do texto para construir uma interpretação.

Há uma série de regulações  que o leitor faz ao ler, assumir o controle da própria leitura e regulá-la implica em ter um objetivo para ela, assim pode gerar hipóteses do que esta lendo.

A compreensão do texto inicia no momento em que levantamos hipóteses. A leitura pode ser considerada um processo constante de elaboração e verificação de previsões que levam a construção de uma interpretação.

Recursos que auxiliam na interpretação de um texto: título, subtítulo, negrito, itálico, esquema. O leitor pode utilizar todos esses recursos para prever qual o assunto do texto.  Tais indicadores servem servem para ativar o conhecimento prévio e serão úteis quando oleitor precisar extrair as idéias centrais do texto, e eles precisam fazer parte nas situações didáticas da escola.

A leitura na escola

O objetivo da escola é formar leitores competentes, que se tornem cidadãos capazes de ler tudo que circula socialmente e compreendê-los.

Na Educação Fundamental a leitura  e a escrita aparecem como objetivos prioritários, o essencial é que os alunos no final dessa etapa possam ler textos adequados para a sua idade de forma autônoma.

O que comumente vemos na escola segunda a autora, a preocupação com a leitura enquanto decodificação nas séries iniciais e depois com a leitura de textos maiores.

Ler compreender e aprender

O mais importante ao planejar uma leitura é o levantamento dos objetivos que o leitor se propõe a alcançar com ela. Essa finalidade determina tanto as estratégias responsáveis pela compreensão, quantoao controle que, de forma inconsciente, vai exercendo sobre a leitura, à medida que lê. O controle da compreensão é um requisito essencial para ler de maneira eficaz.

Se a leitura for motivadora, será mais fluente e compreensiva, pois é de interesse do leitor.

Comprensão leitura e aprendizagem significativa

A leitura nos aproxima da cultura, e ela se apresenta dentro de diferentes propósitos, lemos como uma finalidade clara de aprender, colocamos em funcionamento uma série de estratégias cuja função é assegurar esse objetivo.

O ensino da leitura

Um erro muito comum presente na escola é que a linguagem escrita requer uma instrução e a linguagem oral não requer.

O  ambiente em que a criança está inserida deve prever o contato constante com os livros e leituras. A importância da leitura feita por outros reside em que contribui para familiarizar a criança com a estrutura do texto escrito e sua linguagem. Fazer a criança compreender que a leitura tem uma finalidade, que transmite uma mensagem fundamental. As tentativas da criança em explorar o universo escrito estão firmemente dirigidas pela necessidade de ter acesso ao significado.

O ensino inicial da leitura

A escola e os professores devem organizar planejamentos onde o ensino inicial da leitura garanta a interação significativa e funcional da criança com a lingua escrita, como meios de construir os conhecimentos necessários para poder abordar as diferentes etapas de sua aprendizagem.

É preciso ver a leitura como procedimento, seu domínio pressupõe poder ler e escrever convencionalmente. ( continua)

Camps, Anna. Proposta didática para aprender a escrever parte 2

Síntese: Proposta didática para aprender a escrever. poto Alegre. Artmed 2006, Capítulo 1-3 parte 2

Didática da Língua -Nesta perspectiva a leitura e escrita são trabalhadas a partir de projetos e sequências de atividades que tem uma intenção motivadora para todos os percursos da atividade .

Projeto de Língua- são trabalhados a partir de uma intenção comunicativa. Essa função significa, o projeto, a produção e a avaliação.

Os modelos de desenvolvimento dos projetos

Como exemplo: a escrita de uma carta, escrita de regras de jogo, história em quadrinhos,produção de um livro de história, escrita de um artigo de opinião, escrita de um testo para o mural da escola.

O projeto deve garantir:  interação entre professor e aluno, produção escrita em parceria,produção escrita autônoma, elaboração dos conteúdos, conhecimento de outros modelos de escrita,escrita com a função a que se destina, escrita clara e coerente.

A motivação

Não aprendemos aquilo que não nos interessa aprender, é preciso haver a motivação, e deve integrar as quatro habilidades linguísticas: falar, escutar, escrever e ler.

As atividades devem propiciar reflexão e possibilidade  de construção de conhecimento de forma compartilhada, até que o aluno possa fazê-lo de forma individual.

Alguns g~eneros podem ser incluídos às propostas: gênero discursivo, condições de uso,conhecimento linguístico dos alunos.

Avaliação formativa

A avaliação deveter claro qual o objetivo da aprendizagem e os meios utilizados para verificar tal aprendizagem. São saberes que devem ser compartilhados entre professores e alunos. Não deve ser um fim em si mesmo.

O que deve ficar claro é que a língua deve ser objeto de análise, para que os alunos se tornem competentes em sua produção e também deve permearo trabalho em todas as outras disiciplinas.

Camps, Anna. Propostas didáticas para aprender a escrever parte 1

Síntese : Propostas didáticas para aprender a escrever – Anna Camps, Porto Alegre Artmed, 2006 cap. 1 -3  parte 1

Muitos estudos tiveram como objeto de análise o testo, a produção do texto e a compreensão do texto. Muitas idéias surgiram nos últimos 50 anos. Essa idéias apresentam teorias e metodologias diferentes que merecem um olhar.

O texto como objeto

No século XIX a análise literária considerava o texto como objeto deanálise em si.  Esta análise considerava a relação do texto com o autor e seu contexto, em que este foi carregado de aspectos socioculturais.

As práticas escolares são tão longinquas ou presentes: leitura atenta dos textos, loclização do texto em conjunto, determinação do tema e da estrutura, ana´lise da forma a partir do tema, conclusão.

Esse percurso demonstra a preocupação de que o aluno aprenda a perceber as realções entre os aspectos formais do texto, o tema e a estrutura textual.

As práticas realizadas nas escolas revelam um interesse maior em propor atividades:  produção  do texto não literáario; compreensão de textos não literários; linguística textual; tipologias de textos; características estruturais e linguisticas.

Sobre a produção de texto escrito a prática mais recorrentes é a que considera o modelo das etapas de planejamento, escrita e revisão, para que o aluno pudesse se pautar nesses conhecimentos.

Contribuições dos estudos sobre os processos de redação no ensino

As mudanças que proporcionou maior qualidade ao ensino é da produção de escrita na sala de aula com o acompanhamento do professor, e intervenções observáveis aos alunos sobre aspectos que precisam ser melhorados, o que torna os alunos produtores mais qualificados, pois vêem os seus erros e onde é necessário melhorar. O objetivo dessa organização é permitir que o aluno se tornem produtores  autônomos de textos e significativas.

A produção de texto precisa ter um interloculor, de um destinatário, e o aluno conhecer uma diversidade de textos e gêneros. Esses aspectos  garantem que a produção e a revisão do texto tenha uma funcionalidade.

A emergência do contexto

Os textos só podem ser produzidos se tiverem um contexto, com características do destinatário,é um contexto social,é um diálogo com a construção da cultura da comunidade tais como: quem escreve; a quem se destina o texto; com qual intenção o texto é produzido.

O uso da língua escrita em produççao de forma transversal, seria aprender outro conteúdo através do texto escrito. O texto se torna portador de informações e objeto de estudo ao mesmo tempo.

As ciências das linguagens orientadas para o estudo linguístico, como, psicologia sóciocultural, a relação de ensino aprendizagem como processo on de o uso da língua escrita, é fundamental para os alunos  usem progressivamente  seu pensamento e conhecimento.

Psicologia cognitiva,  estudam os processos  do comportamento leitor e composição escrita. Teoria da atividade, , estuda intensionalidade da atividade humana. acredita-se que o comportamento leitor

atividade discursiva, atividade deensino e a aprendizagem discursiva. (continua)

Weisz, Telma – O diálogo entre o ensino e a aprendizagem -2

Síntese: O diálogo entre o ensino e a aprendizagem parte 2 São Paulo Ática 2002

Como fazer o conhecimento do aluno avançar

É fundamental que o professor planeje situações onde, os alunos precisam pôr em jogo tudo o que sabem e pensam sobre o conteúdo que se quer ensinar,os alunos tem problemas a resolver e decisões a tomar em função do que se propõem a produzir, a organização da terefa pelo professor garante a máxima circulação de informação possível, o conteúdo trabalhado mantém suas características socioculturais reais.

O que se pretende é que os alunos estabeleçam relações entre o que aprendem e o que vivem, o papel da escola é criar pontes e não abismos.

O centro da aprendizagem está em saber que o conhecimento avança quando o aprendiz enfrenta questões sobre as quais não havia parado para pensar.

Quando corrigir, quando não corrigir

A ação pedagógica do professor deve se articular em dois aspecto, o planejamento da situação da aprendizagem e a outra a sua intervenção direta no processo, percebr que o aluno está tomando que não é ideal para o aprendizado, o professorprecisa responder imediatamente.

O modelo tradicional trabalha com a correção, no modelo construtivista, a função da intervenção do professor não é fazer o aluno substituir o errado pelo certo, mas a de atuar para que os alunos transformem seus esquemas interpretativos em outros que dêem conta de questões mais complexas que as anteriores, conforme explica a autora.Deve ser uma correção informativa, os erros devem ser corrigidos no momento certo.

A necessidade e os bons usos da avaliação

O primeiro aspecto importante para a avaliação é a necessidade de ter claro o que o aluno já sabe no momento em que lhe é apresentado um conteúdo novo, já que o conteúdo a ser construído por ele é, na verdade uma reconstrução que apoia no conhecimento  prévio de que dispõe.

O conhecimento p´revio é o conjunto de idéias, representações e informações que servem de sustentação para essa nova aprendizagem. Esta investigação é fundamental porque permite saber de onde vai  paartir a aprendizagem que queremos que aconteça.

É fundamental compreender a avaliação como parte da aprendizagem.

O desenvolvimento profissional permanente

Nem sempre a formação inicial dá conta das ap´rendizagens do ensinar.

É preciso que haja uma pormação permanente, que envolva um trabalho de reflexão e estudo pro parte do professor.

Todos os integrantes da escola são responsáveis coletivamente  pelo resultado do trabalho e que ocorra uma reflexão sobre a prática de cada um.

Trata-se de olhar para a prática de sala de aula como um objeto sobre o qual se pode pensar.

Toda análise enriquece  o projeto pedagógico, e é fundamental a toda escolae professor: documentação da sala de aula, reflexão coletiva da equipe da escola em torno dela.

Esse aspectos bem estruturados fazem co que o prjeto pedagógico esteja a serviço da aprendizagem dos alunos, que  é o maios objetivo das escolas.

Weisz, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem -1

Síntese – Weisz, Telma . O diálogo entre o ensino e a aprendizagem -1 ( São Paulo, Ática 2002).

A autora inicia seu livro falando de sua trajetória de formação. Ficava incomodada com a reação natural das mães sobre a repetência dos alunos.

Descobriu que o fracasso das crianças tinha ligação direta com a escola pública. Iniciou seus trabalhos referenciando -se em Emília Ferreiro.

Um novo olhar sobre a aprendizagem

No início da carreira verificou que eram os professoresque selecionavam o que era fácil e difícil para os alunos. De acordo com pesquisas realizadas por Emília Ferreiro e Ana Teberosky e  colaboradoras, ficaram evidentes os problemas que a metodologia embutida nas cartilhas criava para as crianças.

Telma Weisz coloca que as crianças constroem hipóteses sobre a escrita e seus usos a partir da participação em situações nas quais os textos têm uma função social de fato, frequentemente as mais pobres são as que as hipóteses mais simples, pois vivem poucas situações desse tipo.

É importante conciderar que todas as crianças têm um conhecimento prévio, que antecede sua entrada na escola.

É preciso que o professor possibilite ao aluno mostrar o que sabe e amplie seus conhecimentos. Para intervir na aprendizagem  dos alunos o professor precisa terclareza das construções que estão pro trás da aprendizagem dos alunos.

Segundo a concepção construtivista todo conhecimento precisa ser construído, e muitas teorias aparecem sobre desenvolvimento e aprendizagem.

A construção de um novo olhar sobre a aprendizagem começou com Piaget, que apresentou um modelo claro do processo geral de construção do conhecimento, abrindo a possibilidade de estudar, posteriormente a construção de conhecimento específico.

A teoria de Piaget oferece um modelo epistemológico, do qual é possível extrair consequências de natureza psicológica. A psicogênese da língua escrita é um modelo psicológico de aprendizagem especificamente da escrita.

Durante a alfabetização,aprende-se mais doque escrever alfabeticamente. Aprendem-se pelo uso as funções sociais da escrita, as características discursivas dos textos escritos, os gêneros utilizados para escrever e muitos outros conteúdos.

A concepção de ensino atualmente relacionado ao construtivismo chama-se aprendizagem pela resolução de probelmas e pressupõe uma intervenção pedagógica de natureza própria, afirma a autora. Este modelo de ensino reconhece o papel de ação do aprendiz e a especificidade da aprendizagem de cada conteúdo. Propõe que a didática construa situações tais que o aluno precise pôr em jogo o que ele sabe no esforço de realizar a tarefa proposta.

O que sabe uma criança que parece não saber nada

Mais do que apontar o erro, o professor precisa pesquisar o motivo que levou a criança responder determinada questão.

É importante considerar que o conhecimento prévio dos alunos não deve ser confundido com conteúdo já ensinado pelo professor. É preciso perceber como a criança pensa sobre o conteúdo apresentado.

 

Para compreender a ação pedagógica dos professores é preciso ter clareza do qeu a embasa.

Há o modelo empirista de aprendizagem conhecido como “estímulo- resposta”

definindo a aprendizagem como a substituição da resposta errada pela resposta certa. O conhecimento está fora do sujeito e é interiorizado a partir dos sentidos ativados pela ação física e percentual. A língua é vista como transcrição da fala, a aprendizagem se dá pelo acúmulo de informações e o ensino deve investir na memorização.

O outro modelo é o construtivista. ( continua)

 

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